Blog do Esmael: Sob cerco, Assembleia Legislativa vota hoje privatização da Sanepar

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Segundo a Guarda Municipal de Curitiba, 10 mil servidores públicos estão mobilizados, nesta quarta (19), no Centro Cívico; manifestação em defesa da Educação coincide com a votação, na Assembleia Legislativa, do projeto que privatiza a Sanepar; há 13 anos, o legislativo fora ocupado para impedir a venda da Copel; deputados coragem de pôr fim à estatal Sanepar?

Segundo a Guarda Municipal de Curitiba, 10 mil servidores públicos estão mobilizados, nesta quarta (19), no Centro Cívico; manifestação em defesa da Educação coincide com a votação, na Assembleia Legislativa, do projeto que privatiza a Sanepar; há 13 anos, o legislativo fora ocupado para impedir a venda da Copel; deputados coragem de pôr fim à estatal Sanepar?

Segundo a Guarda Municipal de Curitiba, cerca de 10 mil pessoas participam nesta quarta 19 da marcha contra o governo Beto Richa. Nesta tarde, manifestantes estão concentrados na Praça Nossa Senhora do Salete, no Centro Cívico, onde ficam os três poderes do Paraná: Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa e Palácio Iguaçu.

Pois bem, daqui a pouco, a partir das 14h30, o legislativo estadual transformará o plenário em “Comissão Geral” para acelerar a votação do projeto que aumenta o capital social da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) de R$ 2,6 bilhões para R$ 4 bilhões.

Para a bancada do PT, capitaneada pelo deputado Tadeu Veneri, trata-se de privatização da ainda estatal de água e esgoto. Enio Verri, presidente estadual do PT do Paraná, disse que a venda das ações da companhia transformará água, um bem comum, em mercadoria como outra qualquer.

Ato continuo, em entrevista na Rádio Banda B, na manhã de hoje, a senadora Gleisi Hoffmann (PT), pré-candidata ao governo do Paraná, também bateu duro no lançamento de papéis da empresa no mercado de ações: “Quando falamos de água que é um bem comum não podemos falar em privatização, ou seja, o Estado tem que ser soberano para tratar daquilo que é fundamental à vida”.

“Sou absolutamente contra a privatização da Sanepar, E a Gleisi e o Paulo Bernardo? O que dizem?”, provocou horas antes da entrevista o senador Roberto Requião (PMDB), via Twitter.

Volto à manifestação dos servidores públicos estaduais, cuja maioria é hostil ao governo Beto Richa (PSDB) e avessa à privatizações.

Em 2001, há 13 anos, foi o movimento em defesa da Educação que salvou a Companhia Paranaense de Energia (Copel) da privatização. A mesma Assembleia votava no governo Lerner a venda da energética, mas a “sessão entreguista” fora interrompida pelos manifestantes que ocuparam o parlamento.

Hoje, como se a História se repetisse, a Assembleia Legislativa está novamente sob cerco da Educação. Terão os deputados coragem de pôr fim à estatal Sanepar? Os professores e educadores permitirão a venda da estratégica companhia de água? A conferir.

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Sobre Rodini Netto

Jornalista de profissão, editor dos Blogs Meandros da Política (Brasil), Versão Brasileira (Europa). Diretor do Jornal Diário de Piraquara Consultor de Comunicação Digital
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