Requião tenta emplacar candidatura ao governo do Paraná

O nome de Requião, que assumiu o mandato no Senado em 2011, passou a ser lembrado por aliados em meados do ano passado, quando o governo Richa começou a enfrentar problemas financeiros

Três vezes governador do Paraná, o senador Roberto Requião (PMDB) tenta a todo o vapor obter a chance de disputar seu quarto mandato.

| FolhaPress via Gazeta do Povo

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(Foto: Pedro França / Agência Senado)

Desde o final do ano passado, o peemedebista de 72 anos tem agenda cheia em todos os finais de semana.

Já viajou do litoral ao oeste do Estado, a pelo menos 15 cidades, para convencer os filiados "de fibra e fina cepa" a votarem pela candidatura própria do partido, na convenção marcada para junho.

Seu desafio é conseguir hegemonia num PMDB dividido, em que "nem Deus sabe" o que vai acontecer, segundo afirmou um dos membros da executiva estadual do partido.

A sigla pode lançar candidato, apoiar a reeleição de Beto Richa (PSDB) ou integrar a chapa encabeçada por Gleisi Hoffmann (PT), ex-ministra-chefe da Casa Civil da presidente Dilma Rousseff.

"Deus está preocupado com outras coisas", rebate o senador. "A base do PMDB quer candidato próprio", rebate o senador.

O nome de Requião, que assumiu o mandato no Senado em 2011, passou a ser lembrado por aliados em meados do ano passado, quando o governo Richa começou a enfrentar problemas financeiros. O Estado deve R$ 1 bilhão a fornecedores.

Amigos do ex-governador, que viram a oportunidade de despontar como uma "terceira via", distribuíram adesivos pedindo "Volta, Requião".

Até um carro de som passou a desfilar por Curitiba tocando o jingle do peemedebista –‘me chama que eu vou, Requião governador".

"Ken e Barbie"
Nesse meio tempo, o senador ligou a artilharia contra Richa e Gleisi, a quem chama de "Ken e Barbie".

Recentemente, quando o tucano e a petista trocaram acusações num evento oficial no interior, Requião ironizou: "Tenham modos, meninos. Paraná é coisa séria". "Barbie e Ken estão desorientados. Virou UFC", disse.

Para ele, Richa quebrou o Estado. "Enquanto isso, corre de Ferrari em Londrina. Se ele se dedicasse mais à pilotagem, talvez pudesse ser um bom piloto. Mas não foi um bom governador."

Sobre Gleisi, Requião afirma que ela foi "uma espécie de secretária da presidente" como ministra.

"Ela é minha amiga pessoal. Mas o marido dela [o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo] veio das profundezas do inferno."

O senador diz estar animado. Alguns deputados do PMDB que integram a base de apoio ao governo Richa já têm acenado a ele.

"Fiel da balança"
Para analistas, Requião é "o "fiel da balança": sua candidatura define se haverá ou não segundo turno na disputa pelo governo paranaense.

"Sem ele, a eleição é definida em primeiro turno, com favoritismo de Richa", afirmou o diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo.

O PT, por esses motivos, vê com bons olhos uma candidatura de Requião, mas também faz seus cálculos: com língua afiada e eleitorado cativo, ele também tem potencial de roubar a vaga de Gleisi no segundo turno –um risco que o partido pode preferir não correr.

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Sobre Rodini Netto

Jornalista de profissão, editor dos Blogs Meandros da Política (Brasil), Versão Brasileira (Europa). Diretor do Jornal Diário de Piraquara Consultor de Comunicação Digital
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