O subsídio terminou. E agora?

| Do Blog do Valdir Cruz

O subsídio que mantém o preço da passagem de ônibus em Curitiba e Região Metropolitana em R$2,70 terminou, oficialmente, neste sábado, 15. O cenário para a segunda-feira é sombrio. Tanto para as prefeituras que administram a rede integrada, quando para as empresas de ônibus, e, principalmente, para os passageiros.

Jacoline Prinsloo-GCIS/EF

(photo: )
Será que teremos filas assim para pegar um ônibus metropolitano?

O subsídio à passagem, pago pelo Governo do Estado todo dia 10, venceu no final de fevereiro. Os prefeitos, mostrando boa vontade, prorrogaram por conta própria por mais 15 dias (até este sábado) para que o governado Beto Richa fizesse as devidas negociações. Mas ele não fez. Só enrolou e mentiu. Os anúncios dizendo que o subsídio estava garantido foi o maior "facão" que os curitibanos já ouviram em toda história.

Então?

Então haverá novos lances dramáticos nos próximos dias.

Os cenários que se desenham são os seguintes:

1) As empresas, já exauridas economicamente, fazem um sacrifício e mantêm os ônibus em circulação – mesmo que em menor número -, esperando que a boa vontade do governador Beto Richa retome os pagamentos. Resultado: mais filas, mais lotações, mais atrasos.

2) As prefeituras, todas elas no limite orçamentário, assumem, mais uma vez, a integração por um período curto. Nesse tempo, esperam que Governo do Estado cumpra o que a legislação atual diz que lhe pertence. Resultado: o dinheiro da saúde, da educação e da manutenção da cidade é desviado para manter os ônibus, prejudicando toda população.

3) Acontece um milagre. O governador Beto Richa acorda cedo, vai para o Palácio Iguaçu, e diz, pela primeira vez, que trabalha aqui e por todos os paranaenses. Providencia, ele mesmo, o subsídio que ele mesmo vem prometendo e não horando há meses. Resultado: o transporte continua ruim como é hoje, mas funcionando sem prejudicar ainda mais a população.

4) Nada disso se concretiza. Os empresários não fazem sacrifício algum. As prefeituras não bancam mais nada que não lhe seja atribuição legal. Não acontece nenhum milagre e o governador continua dormindo até tarde e dizendo que não trabalha aqui e que esse negócio de subsídio ele resolve depois.

E aí?

Aí a Rede Integrada de Transporte (RIT), um patrimônio de milhões de pessoas, construído ao longo de décadas, entra em colapso. As consequências são imprevisíveis para todas as partes envolvidas.

A cota de desgaste maior, certamente, vai parar nos ombros do governador Beto Richa.

Inclusive, esta questão será decisiva para o seu desejo de permanecer à frente do governo por mais quatro anos.

E então…?

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Sobre Rodini Netto

Jornalista de profissão, editor dos Blogs Meandros da Política (Brasil), Versão Brasileira (Europa). Diretor do Jornal Diário de Piraquara Consultor de Comunicação Digital
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