O desabafo de Christiane Yared nas redes sociais: 4 anos e 10 meses

4 anos e 10 meses. Não entendo, não posso entender! O que é isto que invade a minha vida sem eu permitir? Não quero e não posso impedir, não gosto e tem um gosto eterno. Se fujo me acompanha, se fico se instala. Me revolta e me acalma, é nada e tudo que tenho teu. Se o espelho reflete minha face, te vejo em meus olhos, se a foto na sala permanece te vejo em meus dias. Ontem mesmo te vi aqui, e agora... não mais! E quando penso nos dias que virão, sei que preciso continuar, não mais por mim, não mais por você, apenas por todos nós. Se eu parasse no tempo já teria sido o suficiente, mas nunca seria o bastante. Na porta que se abre há esperança, na janela escancarada há brisa, no degrau da escada um passo, um abraço, um suspiro, eu quero voltar e preciso seguir, quero ficar e preciso partir. Sou um pouco de mim, e parte de ti, a mistura imperfeita que se aperfeiçoa na fraqueza, nada sou! Como se não bastasse a dor, a falta e a saudade, a espera agora me leva ao caminhar. Os que ficam me são preciosos, me ensinam, não tenho mais pressa. Ouvir calada na madrugada o som da minha alma que geme, e a dolorida lágrima que escorre ao travesseiro que torna-se o amigo presente tem sido constante. Não sofro por ti filho, estas bem, sofro sim pelos que ficam, por aqueles que aqui estão, por um causa sem fim, por entender que começa e termina em mim.

Não entendo, não posso entender!
O que é isto que invade a minha vida sem eu permitir?
Não quero e não posso impedir, não gosto e tem um gosto eterno.
Se fujo me acompanha, se fico se instala.
Me revolta e me acalma, é nada e tudo que tenho teu.
Se o espelho reflete minha face, te vejo em meus olhos, se a foto na sala permanece te vejo em meus dias.
Ontem mesmo te vi aqui, e agora… não mais!
E quando penso nos dias que virão, sei que preciso continuar, não mais por mim, não mais por você, apenas por todos nós.
Se eu parasse no tempo já teria sido o suficiente, mas nunca seria o bastante.
Na porta que se abre há esperança, na janela escancarada há brisa, no degrau da escada um passo, um abraço, um suspiro, eu quero voltar e preciso seguir, quero ficar e preciso partir.
Sou um pouco de mim, e parte de ti,
a mistura imperfeita que se aperfeiçoa na fraqueza, nada sou!
Como se não bastasse a dor, a falta e a saudade, a espera agora me leva ao caminhar.
Os que ficam me são preciosos, me ensinam, não tenho mais pressa.
Ouvir calada na madrugada o som da minha alma que geme, e a dolorida lágrima que escorre ao travesseiro que torna-se o amigo presente tem sido constante.
Não sofro por ti filho, estas bem, sofro sim pelos que ficam, por aqueles que aqui estão, por um causa sem fim, por entender que começa e termina em mim.

Christiane Yared

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Sobre Rodini Netto

Jornalista de profissão, editor dos Blogs Meandros da Política (Brasil), Versão Brasileira (Europa). Diretor do Jornal Diário de Piraquara Consultor de Comunicação Digital
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