Coluna do Márcio Kieller: A molecagem da mídia ocidental capitalista contra o governo Maduro da Venezuela

vinhetaMais uma vez observamos a forma moleque com que a mídia internacional, orientada pelos seus editoriais ligados aos grandes grupos capitalistas e como eles combate os seus desafetos, com irresponsabilidade, mentira e maquiagem de acontecimentos. Fazendo um terrorismo internacional com noticias que não são necessariamente verdadeiras.

A uma tendência de grupos neoliberais e conservadores em tentar desestabilizar governos democraticamente eleitos em todos os continentes, ainda mais quando esses países são alvos de interesses comerciais e detentores de recursos naturais. Pois em muitos outros países existem diversos “conflitos” alegados por esses supostos defensores da liberdade, mas como esses países não tem os recursos naturais, ou não são geograficamente estratégicos para rotas comerciais com saídas importantes para o mar não recebem a mesma atenção que os países que detém esses recursos, nada mais querem é poder exercer autonomamente sua autodeterminação. Mas o fato desses países terem tem recursos minerais, naturais ou posições geograficamente estratégicas em seus continentes, como saída para o mar, faz com que sofram a pressão da mídia internacional, politicamente orientada pelo capitalismo dominador para a desestabilização de seus governos e facilitar golpes civis ou militares oportunistas de elites políticas internas que foram desalojadas do poder.

Nós recentes acontecimentos envolvendo a Venezuela, tivemos a oportunidade de organizar em Curitiba um grande ato político em defesa da autodeterminação de um povo que maduramente escolheu o seu governo através de eleições livres e diretas. Que referendou uma linha política que o povo venezuelano escolheu há mais de uma década.

É o mínimo que se podia esperar dos arautos da liberdade é que questionassem que criticassem, mas que no mínimo respeitassem a vontade soberana dos povos e o que vemos é justamente ao contrário um completo desrespeito pela soberania e pela autodeterminação dos povos. Porém, como já conhecemos historicamente é improvável que a sana incansável do capital respeite qualquer vontade popular e soberana, pois é o objeto central do capital é o lucro, nunca o bem estar do povo, ou da maioria dele.

O Grande problema não é ter oposição política contraria, afinal, aqueles que hoje estão no poder nos países em desenvolvimento, já foram membros de partidos e movimentos de oposição e chegaram ao poder pelo voto O grande problema é que a oposição política que se formou é orientada politicamente pelo capital e busca a qualquer custo desestabilizar governos democraticamente eleitos, por que o capital não tem paciência para o jogo eleitoral, não tem paciência para o jogo democrático e pela natural circulação do poder político. E no processo de desestabilização política a arma principal é a manipulação é a mentira.

E apesar de já termos um histórico de manipulação da imprensa em conflitos políticos e sociais que envolvem disputas de classe. O que observamos na Venezuela demonstrada na atividade política organizada aqui em Curitiba é a forma mais baixa de manipulação, de mentira, de alteração dos fatos, de inversão de falas em processo de tradução. Foi isso que os politicamente esclarecidos jovens venezuelanos que se encontram no Brasil participaram do evento nos trouxeram uma dimensão do excesso que a mídia internacional, que faz o jogo de setores reacionários e antidemocráticos da sociedade que patrocina para que se forme uma opinião pública internacional para tentar desestabilizar o que o país de fora para dentro, já que internamente a situação política é visivelmente muito menor em grau e intensidade que o conluio conservador internacional tenta passar.

O que nos choca é a forma como se insiste em passar os acontecimentos que acontecem de forma isolada, como se fosse sentimento generalizado em todo o país. E ainda se perde a ética profissional ao tentar vender mentiras e manipulações desses fatos isolados a todo custo e a toda forma. E que para os desavisados isso funciona como se fosse um rastilho de pólvora, pois sem uma opinião formada.

 Vimos uma sequência de imagens impressionantes, brutais de violentas apresentadas pelas jovens venezuelanas, que nos chocam e nos fariam querer que se fizesse de fato uma intervenção política e até militar no país. Mas o que essa imprensa marrom capital não diz, é que as imagens utilizadas são de outros conflitos sociais pelo mundo a fora. Isso mesmo, as imagens que são usadas, são totalmente deturpadas. Foram usadas, segundo demonstrados pelas jovens, por uma simples pesquisa por imagens na internet, vimos fotos de conflitos da Síria, da Turquia, do Vietnã, do Chile, Egito, inclusive do Brasil, como se fosse imagens de violência do governo contra seu próprio povo, um absurdo. E os conflitos que de fato acontecem, são de muito menor intensidade e sem a tal desmedida violência tão divulgada.

Por isso, é fundamental que se estabeleça o contraditório. Para que possamos ter parcialidade ao formamos nossas opiniões, e para que tenhamos claro que estamos fazendo o certo, quando fazemos a defesa da autodeterminação dos povos. Não adianta o capitalismo internacional aliado a uma pequena burguesia financeira e latifundiária, que foi destituída do poder político na Venezuela, tentar formar a opinião pública mundial, para desestabilizar um governo Maduro, que democraticamente ganhou nas urnas o direito a dar continuidade à transformação social que foi iniciada pelo líder bolivariano Hugo Chávez.

Nós progressistas do mundo inteiro só podemos aceitar que se deixe de construir o governo popular na Venezuela se o seu povo assim o quiser. E ele o povo tem demostrado claramente que a vida melhorou para a imensa maioria das pessoas na Venezuela. Que o Governo de Hugo Chávez, colocou as estrutura do estado no país que é hoje o maior país em reserva de petróleo do mundo para governar para aqueles que mais precisam, através da geração de politicas públicas, de outra organização política da estrutura do estado, para que privilegia o desenvolvimento político e social do seu povo. E esse povo optou pela continuidade dessa linha política ao eleger o Governo Nicolas Maduro para essa a sequência administrativa de um projeto que atende a maioria do povo venezuelano tem encaminhado as mudanças estruturais que o país precisa.

E fundamental que se fique vigilante com o que acontece na Venezuela, por que se os inimigos do governo bolivariano de Maduro tiverem sucesso em sua molecagem através da mídia internacional de desqualificar o Governo Maduro e passar para o resto do mundo a imagem de caos instalado para reforçar o seu intuito de desmoralizar internacionalmente o governo Maduro e a histórica vitoriosa das lutas bolivarianas na Venezuela. Eles viraram o foco para outros países que escolheram o viés de transformação social e desenvolvimento humano como linha política de atuação.

Com o sucesso na desqualificação venezuelana eles voltaram suas atenções no sentido de também desqualificar países como a Bolívia, Síria, Iraque, o Uruguai, e como já fizeram no Paraguai invertendo a ética política e dando um golpe político moderno. E com certeza no rol de próximos países a serem desestabilizados estará o Brasil que nos últimos 12 anos de governo que optou por uma transformação política baseada no combate a miséria e na inclusão social de seu povo através de políticas públicas que privilegiam o desenvolvimento e a inclusão social.

Portanto, resistir e mostrar através da disputa política da comunicação a grande manipulação de informações que acontece com relação aos acontecimentos da Venezuela é fundamental para que possamos disputar o coração e as mentes daqueles, que ainda infelizmente acreditam que a informação não tem lado na mídia de hoje, que a informação é imparcial, que a informação que é veiculada pelos grandes instrumentos de mídia que são politicamente orientadas para tentar criar um circo de horrores em países que não seguem o receituário conservador neoliberal de explorar os pobres e concentrar o poder e o dinheiro nas mãos de poucas e tradicionais famílias.

O que tenta desesperadamente fazer com a Venezuela é o que se observa cotidianamente também com muitos outros países em desenvolvimento na mídia internacional dando como se o capital fosse o coitado da história, invertendo situações de superação social, de desconcentração de renda, de fim de analfabetismo, de geração de empregos com qualidade e com direitos trabalhistas conquistados, para negar o direito histórico dos povos por liberdade e soberania. Por isso somos contra a molecagem da imprensa internacional ligada ao grande capital, tem feito contra o governo Maduro eleito democraticamente nas urnas nas últimas eleições na Venezuela.

Marcio Kieller

Vice Presidente da CUT/Pr e mestre em sociologia política pela UFPR

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Sobre Rodini Netto

Jornalista de profissão, editor dos Blogs Meandros da Política (Brasil), Versão Brasileira (Europa). Diretor do Jornal Diário de Piraquara Consultor de Comunicação Digital
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