E a chantagem pelo aumento das tarifas continua: Curitiba poderá enfrentar greve de ônibus nesta quarta-feira

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Por Denise Mello, Banda B

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc) está convocando os trabalhadores para decidir se a categoria entra em greve ou não a partir de quarta-feira (26). A assembleia dos motoristas e cobradores está marcada para esta terça-feira (25), mas como o sindicato já fez o comunicado de indicativo de greve à Superintendência do trabalho e Emprego do Paraná, a greve pode começar já a meia-noite de quarta-feira.

A decisão será tomada em assembleia na Praça Rui Barbosa, às 20 horas. O presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, disse que nenhum dos 78 itens da pauta de reivindicações da categoria foi aceito pelos empresários. Os itens incluem reajuste salarial e aumento do valor do vale-alimentação. “Nenhum item sequer foi aceito pelas empresas. Infelizmente, enquanto os empresários e a Urbs continuarem considerando motoristas e cobradores como meros custos da planinha, iremos enfrentar essa dificuldade todos os anos”, completou.

Proposta

A proposta feita na manhã de quarta-feira (19) pelo sindicato patronal não agradou motoristas e cobradores de ônibus. Segundo Teixeira, ao contrário dos anos anteriores, desta vez não foram apresentados índices de reajustes fixos. A fase negociação com a classe patronal segue de modo lento, já que a data-base para as discussões era o dia 1º de fevereiro. “Nós temos vários itens a serem discutidos, que não se limitam a questão salarial. Nós queremos, sobretudo, melhorar as condições de trabalho em todos os aspectos. A situação das estações-tubo é somente um exemplo, já que elas são lugares praticamente desumanos para os cobradores”, relatou o presidente.
Outro lado

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana informou, por meio de nota, que entende as reivindicações da categoria, mas não tem condições de atendê-las neste momento.

“Em função das dificuldades das empresas já há muito apontadas em estudos realizados por doutores em economia da Universidade de São Paulo USP e pela empresa de consultoria, com renome internacional, a KPMG, levadas ao conhecimento do poder concedente e expressas inclusive judicialmente,pelo não cumprimento do contrato, sustentam que as reivindicações dos trabalhadores encontram sérios obstáculos para serem atendidas, devido ao grande número de itens e pelos altos valores reivindicados. Além disso as disposições contratuais estabelecem limites a expansão das despesas com pessoal”, diz a nota.

O sindicato também se diz preocupado em relação à segurança das pessoas e pelo zelo do patrimônio, “entendendo que as manifestações públicas são atos legais desde que não cheguem ao vandalismo colocando vidas em risco”.

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