Mãe de jovem morto por ex-deputado diz que irá às ruas por julgamento

  • Osny Tavares/UOL

    Christiane Yared, 53, mãe de Gilmar Yared, 26, um dos jovens mortos no acidente envolvendo o ex-deputado paranaense Luiz Fernando Ribas Carli Filho (sem partido), em 2009 Christiane Yared, 53, mãe de Gilmar Yared, 26, um dos jovens mortos no acidente envolvendo o ex-deputado paranaense Luiz Fernando Ribas Carli Filho (sem partido), em 2009

"Se não for decidido pelo júri popular, convoco uma manifestação nas ruas", diz Christiane Yared, 53, mãe de Gilmar Yared, 26, um dos jovens mortos no acidente envolvendo o ex-deputado paranaense Luiz Fernando Ribas Carli Filho (sem partido), em 2009.

Na quinta-feira (20), deve chegar ao fim um processo que se arrasta há cinco anos. O Tribunal de Justiça do Paraná vai avaliar se o réu irá a júri popular, dando fim a uma batalha de cinco anos entre defesa e acusação que em 2013 chegou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), antes de voltar à Justiça paranaense.

Desde a noite da tragédia –"Fui acordada por agentes funerários", lembra–, a empresária se tornou uma ativista contra a violência ao volante.

Fundou o Instituto Paz no Trânsito, onde recebe familiares de vítimas e aconselha motoristas infratores. Tornou-se uma pessoa pública em Curitiba, e diariamente recebe o apoio de pessoas que ela sequer conhece.

"Meu filho está morto, não precisa de justiça. Quem precisa de justiça é a sociedade". Às vésperas da decisão sobre o julgamento, ela concedeu a seguinte entrevista ao UOL.

UOL – A senhora considera que o processo está chegando perto do fim?
Christiane Yared – Provavelmente, estamos no começo do fim. Precisamos de uma definição do Tribunal de Justiça. Definam de uma vez: vocês acham que é um mero acidente ou um crime de trânsito? Beber e dirigir em alta velocidade, sem ter o direito de dirigir [Carli Filho somava 130 pontos na carteira à época do
acidente, tinha consumido álcool e andava a 167 km/h], é um crime ou uma fatalidade? Entendo que fatalidade seja um mal que não se pode evitar. Eu espero que o TJ se pronuncie a favor da família. Ele realmente precisa ser julgado pela população. Caso isso não aconteça, vou convocar a sociedade para ir às ruas. De onde quiserem vir, vamos para as ruas de Curitiba. Porque a falta de júri popular vai extrapolar todo bom senso. Porém, vivemos num país complicado, onde ainda predomina a cultura das carteiradas e a proteção dos coronéis da política.

Leia a entrevista, na íntegra, clicando aqui.

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Sobre Rodini Netto

Jornalista de profissão, editor dos Blogs Meandros da Política (Brasil), Versão Brasileira (Europa). Diretor do Jornal Diário de Piraquara Consultor de Comunicação Digital
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