Recomeça a “chantagem” do transporte coletivo: Negociações não avançam e Sindimoc não descarta greve

Banda B
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á são 60 dias de negociações e até agora nem sinal de acordo entre motoristas, cobradores e empresários do setor de transporte de Curitiba e região metropolitana. Como a database da categoria foi no sábado (1º), nessa semana as negociações devem ganhar novos rumos. O Sindicato das Empresas de Transporte Público (Setransp) informou que defende o que consta no contrato de concessão, ou seja, o reajuste baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (INPC) acumulado de janeiro de 2013 a fevereiro de 2014. Já os trabalhadores pedem reajuste de 30%, o que, segundo as empresas, inviabilizaria o sistema.

Uma assembleia geral está marcada para o dia 10 de fevereiro e o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc) não descarta a possibilidade de greve. “Estamos negociando e a greve é um instrumento do trabalhador. Não descartamos essa possibilidade, mas nosso objetivo é tentar todos os caminhos antes de uma paralisação que, se ocorrer, será decidida por toda a categoria”, disse o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira.

Caso os motoristas e cobradores decidam pela greve, por lei, a categoria tem que avisar que vai parar com antecedência de 72 horas.

Em meio a definição do reajuste dos trabalhadores, há a determinação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCEPR) para que a tarifa técnica (valor repassado às empresas por passageiro transportado) seja reduzida em R$ 0,43. A decisão foi comunicada na semana passada, mas deve ser ratificada pelo pleno da instituição em sessão a ser realizada nesta quinta-feira (6).

A última greve de motoristas e cobradores aconteceu em fevereiro de 2012 e deixou Curitiba completamente sem ônibus por quase dois dias. Ao todo, 2,3 milhões de usuários do transporte coletivo em Curitiba e região metropolitana ficaram sem transporte.

Greve de Porto Alegre

Os gaúchos enfrentam nesta quarta-feira (5) o décimo dia de greve de motoristas e cobradores de ônibus em Porto Alegre. Nenhum ônibus deixou as garagens das empresas nesta manhã, segundo informações da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), publicadas na Folha de São Paulo.

As empresas ofereceram um reajuste de 7,5%, maior do que o proposto na semana passada (5,5%). A direção do sindicato pede aumento de 14% e decidiu levar a oferta para uma assembleia. No encontro de ontem (4), que reuniu mais de mil trabalhadores pela manhã, a nova proposta das empresas foi rejeitada.

Os motoristas e cobradores também pedem redução da jornada de trabalho e alteração no modelo de desconto para o plano de saúde da categoria.

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Sobre Rodini Netto

Jornalista de profissão, editor dos Blogs Meandros da Política (Brasil), Versão Brasileira (Europa). Diretor do Jornal Diário de Piraquara Consultor de Comunicação Digital
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