Coluna do Márcio Kieller: Fórum Social Mundial: Alternativa dos povos para um mundo possível

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A Coluna do Márcio Kieller é, originalmente, publicada às terças. Hoje, excepcionalmente, a publicamos aqui. Leia a seguir.

Porto Alegre uma vez mais sediou o Fórum Social Mundial, sendo o tema desse ano a Crise Capitalista, Democracia, Justiça Social e Ambiental. De 21 a 26 de janeiro reuniram se pessoas engajadas de diversos países do mundo inteiro para discutir alternativas e, a construção de um outo mundo possível, com justiça social, igualdade e desenvolvimento humano e desenvolvimento humano.

Nesses cinco dias a capital do Rio Grande do Sul sediará diversas mesas de discussões diversas personalidades do combate ao capitalismo sanguinário, egoísta quem combatem a pobreza estarão debruçando se sobre os temas de importância para o desenvolvimento sustentável, para o fortalecimento da democracia e o combate a pobreza no Mundo.

O Fórum mais uma vez se demonstrou um importante instrumento de interpretação e de transformação do mundo em que vivemos, pois no seu conjunto aglutina governos de países em desenvolvimento, Organizações não governamentais, entidades de atuação em diversas áreas da sociedade, movimentos, partidos políticos, centrais sindicais e importantes sindicatos. Que são compostos e organizados pessoas e posições politicas das mais variadas, mas todas na linha de combate ao capitalismo selvagem. Além de organizar a atuação em cadeias internacionais, ao mesmo tempo em que se constrói como uma alternativa, aos países mais ricos e seus megaempresários, que também anualmente se reúnem no Alpes suíços nas cidades de em Davos.

Porto Alegre, sempre se construiu, como local para que essa alternativa se viabilizasse. São 14 anos da realização deste congraçamento anual dos países em desenvolvimento e de seus movimentos sociais, centrais sindicais, sindicatos e partidos políticos. Os momentos vividos pelo fórum foram muito ricos em diversos temas abordados, principalmente no aspecto da hegemonia mundial e da disputa da visão que irá imperar para o desenvolvimento futuro das relações sociais do mundo, se irá continuar imperando a lógica do capital sobre as relações sociais ou se teremos o desenvolvimento das relações sociais a partir de outra lógica, a lógica do desenvolvimento social com distribuição de renda, com respeito à soberania e a autodeterminação dos povos soberania e aos povos, contra as guerras e principalmente como fogo no combate as desigualdades e com responsabilidade social e ambiental.

Nesse sentido a temática do fórum e seus palestrantes foram muito claros e deram um recado objetivo, precisamos mudar essa lógica, que aos moldes da crise de 1929 do século passado quase levou o mundo a bancarrota. E que em 2008 se repetiu com a quebra dos mercados dos países de primeiro mundo, justamente por que estava sustentada na especulação e não produção. Isso mesmo com o fortalecimento do capitalismo e com a derrocada do bloco comunista.

O Capital financeiro representado pelos sete grandes países do mundo ficou muito mais feroz e agressivo. A ofensiva veio no sentido de desmontar os estados de bem estar social, Os Estados nacionais e suas estruturas construídas a partir do fim da Segunda Guerra Mundial. Mas esse desmonte se deu através da ganância desenfreada do lucro fácil, dá lógica que os trabalhadores tinham que ganhar menos, ter menos benefícios, que os capitalistas entendem como privilégios, para que eles pudessem ter mais lucro.

As grandes empresas e os bilionários colocaram suas empresas na bolsa de valores e passaram a não mais viver de produção, mas de especulação. De fazer com que seus recursos transitassem por vários países numa ciranda especulativa sem precedentes na história, capital sem lastro, dinheiro que gerava dinheiro sem ter dinheiro, sem ter algo de produção concreta, apenas especulação. Isso redundou no Superprime, que veio a quebrar, bancos, e grandes empresas multinacionais, que se utilizam das enganosas agências de classificação de riscos, pelos blocos de países ligados ao capital financeiro internacional. Falou-se em determinados momentos em estatização da divida dos bancos norte americanos. Ou seja, um socialismo às avessas, com os trabalhadores pagando a conta das aventuras financeiras de agiotas internacionais. Somente países que estavam na contramão dessa lógica, como o Brasil, não foram afetados diretamente pela crise dos bancos e dos bilionários Americanos e europeus.

Porto Alegre e o seu Fórum Social Mundial e seus Fóruns mundiais temáticos que acontecem alternadamente quando o Fórum se realiza em outro país do mundo continuam sendo um contraponto a essa escalada da especulação mundial, da lógica perversa do capital em busca do lucro fácil, através da especulação e do não investimento em produção. Através da formação de reservas de mercado de trabalhadores, para que possam colocar uma âncora balizadora nos salários e nas conquistas dos trabalhadores de todo o mundo. Na falta de cuidado com a preservação da natureza e do meio ambiente, pois não fazem o uso racional dos espaços e dos recursos naturais, constroem um mundo baseado no consumo e na lógica da obsolescência programada, ou seja, não existe padrão. A lógica é lançar produtos com a mesma função, mas com características diferentes, para despertar nos indivíduos o consumismo.

Mas nem tudo são flores no campo das forças políticas que compõem o Fórum Social Mundial. Nota-se um esvaziamento do fórum uma mudança de foco de personagens importantes na organização do Fórum. Isso acontece por diversas causas e fatores, dentre eles certa tendência ao gueto. Pois aqueles países em desenvolvimento da Américas, da Europa, da Ásia e da Oceania e que foram protagonistas nas primeiras edições do Fórum Social Mundial, inclusive o que de fato dava status de alternativa ao Fórum de Davos se esvaziou, pois muitos em decorrência da radicalização política foram empurrados para fora. O Fórum Social se fechou, priorizou alguns setores mais radicalizados. E, portanto é fundamental que se faça uma reflexão política, ideológica e filosófica da importância que o Fórum Social Mundial alcançou e busque reaproximar os atores políticos. Para que se readquira o vigor da participação anual dos países em desenvolvimento e da sociedade civil organizada desses países. Para que o Fórum resgate um papel que em partes perdeu de protagonismo e de contraponto de fato ao Fórum Econômico em Davos na Suíça.

Para que o Fórum Mundial seja um real contraponto com sua proposta de desenvolvimento social e ambiental ao modelo que o capitalismo internacional desenvolve, é fundamental que se estabeleça os campos, que saibamos que são nossos inimigos, quem são nossos adversários, quem esta conosco ou contra nós. Somente assim poderemos nos organizar, blindar nossas atuações, defender nosso modelo de desenvolvimento que achamos ser o mais viável para a construção de outro mundo possível. E a partir dessa identificação de campos ideológicos precisamos estabelecer metas de defesa e de reaproximação desses campos para que possamos voltar a ter uma atuação forte, organizada e de fato representativa dos países em desenvolvimento. Evitando que esses países, por estarem em determinados ciclos de sua produção, sejam atraídos para o bloco capitalista pelo canto da sereia dos países ricos.

Definir de quem esta no nosso lado e de quem esta contra nós, sempre preservando nossa autonomia de crítica, e a autodeterminação dos povos, nos organizando, contra as mazelas da pobreza e da exploração a que os países pobres são submetidos para que possam financiar as benesses dos países ricos. Somente com essa identificação de campo de atuação, de conhecimento de projeto estratégico de desenvolvimento, de respeito às particularidades e as característica de cada um dos componentes do Fórum Social Mundial que só poderá ir em frente, na busca por aglutinar novamente essas forças vivas das sociedades.

Houve no Fórum Social Mundial Temático esse ano discussões importantes sobre Democracia, sobre justiça social e ambiental, e sobre o capitalismo. E em função de uma relativa baixa participação, que em nenhum momento atrapalhou a qualidade das discussões do Fórum, mas serviu para que as pessoas que se debruçam a pensar a organização futura e os próximos passos e a Continuação do Fórum Social Mundial. Esse momento importante de reflexões por que existe por parte de muitas entidades de alguns países uma tendência política de isolar os governos das discussões e também por vezes os partidos políticos, tem feito com que o fórum fique ensimesmado, contanto somente com os movimentos sociais organizados, negros, jovens, mulheres, movimento LGBT, Indígenas, trabalhadores, sindicatos e centrais sindicais, dentre outros. Que são fundamentais para a interação, mas que sozinhos dentro do campo dos países em desenvolvimentos não têm gerado políticas de fato por parte dessas entidades.

Essa é uma das principais criticas ao Fórum, que ele não tem produzido fatos concretos na organização dos trabalhadores e dos demais segmentos organizados nas sociedades dos países que compunham o Fórum.  Mas aí também estão implícitos movimentos feitos pela mídia tradicional do sentido de esvaziar mesmo esse importante espaço de debates para os países em desenvolvimentos e seus movimentos organizados. Não é a toa que somente o Fórum Econômico em Davos tenha recebido a atenção da mídia brasileira e mundial. Afinal as discussões de fundo filosófico e de transformação das relações sociais tradicionais, não estão sendo travadas na Suíça, mas sim em Porto Alegre, não no Fórum Econômico, mas sim no Fórum Social Mundial.

Tirante essa reflexão importante sobre o resgate do papel que o evento tem e da necessidade de reaproximação de países, governos, partidos políticos, entidades que foram importantes nos debates dos primeiros anos nacionais um papel protagonista do Fórum Social Mundial. Os demais debates foram de enorme envergadura e relevância, pois trouxeram um panorama situação da política internacional e também da política interna do País, principalmente por causa dos eventos internacionais de grande porte, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olímpiadas de 2016, pautas que estão entrelaçadas sobre esses temas dos megaeventos no Brasil.

O combate ao sistema capitalista e as mazelas por ele causadas a diversos países no globo terrestre, tiveram espaço em toda a programação do Fórum Social Mundial, que apresentou nas suas discussões um viés democrático e popular, onde os anseios das classes menos favorecidas, por suas bandeiras de luta. Não aceitar o autoritarismo como forma de expressões de governos ditatoriais, ou mesmo de elites civis que dominam países inteiros, por concentrar em suas mãos a maioria das riquezas que deveriam ser do povo, distribuídas pelos governos em forma de serviços de qualidade, de acesso fácil das populações a educação, a saúde, aos modais do transporte de qualidade, a cultura, ao esporte e ao lazer, para poderem se sentir de fatos indivíduos plenos de cidadania e participes da consolidação da democracia em diversos países do mundo!

Também fizeram parte da programação dos cinco dias de fóruns foram mesas temáticas de democratização dos meios de comunicação, uma necessidade premente em países em desenvolvimento, pois somente com a democratização e com o acesso ao conhecimento é que poderemos dar acesso à democracia plena aos cidadãos, formando indivíduos com capacidade discernir o que é melhor para o sua vida e para sua coletividade, entendendo que informação é um direito dos cidadãos, e precisa ser fornecida sem interferências e sem a opinião de âncoras milionários, das emissoras de tevê e dos editoriais que nada mais fazem do que reproduzir nos editorais a opinião de quatro ou cinco tubarões das comunicações que detém a propriedade cruzadas de diversos tipos de veículos de comunicação, como jornais, televisões, rádios, Revistas, portais de mídia virtual. Esse tipo de propriedade cruzada, somente é permitido em poucos países do mundo incluído o Brasil, o tema da democratização dos meios de comunicação foi um tema transversal em todos os outros grandes temas do Fórum social Mundial.

Outra tradição do Fórum mundial, quando ele acontece no Brasil é a plenária Nacional dos Movimentos Sociais que esse ano contou com personalidades importantes como o professor de Emir Sade, a Secretária de comunicação da CUT Nacional, com partido dos trabalhadores o PT, o Partido Comunista do Brasil, o PCdoB, os movimentos sindical, com diversas centrais sindicais como a CUT, CTB UGT e Força Sindical e muitos dos seus grandes sindicatos como Bancários, metalúrgicos, dentre outros, do movimento negro, movimentos Estudantil UNE e UBES, da Juventude do PT da UJS, entre os assuntos da Plenária estava à organização da campanha eleitoral de 2014, com a construção de uma plataforma da Classe trabalhadora, que traga ideologicamente o governo para o nosso campo, com a pressão das ruas para que as coisas boas continuem e para que as demais que os movimentos sociais acham que tem que melhorar na perspectiva dos trabalhadores e dos movimentos sociais organizados.

Também na pauta da reunião dos movimentos sociais brasileiros esta a organização do movimento para colocar na rua a Campanha Nacional do Plebiscito da Reforma Política, compromisso assumido pela presidência de convocar uma constituinte nacional e Soberana, com mecanismos verdadeiros de participação dos cidadãos. Esse foi o compromisso assumido e que a plenária dos movimentos sociais, quer dar vasão através da campanha político nacional pelo plebiscito popular por uma constituinte exclusiva soberana do sistema da Reforma Política, que não pode ser o que pretende a Câmara e o Senado Brasileiro, que pretendem fazer pequenos ajustes no sistema eleitoral e partidário, para dar a impressão que fizeram uma reforma política ampla. Não é isso que os movimentos sociais pretendem com o Plebiscito da Reforma Política. Esses movimentos esperam que a reforma que precisa ser implementada mexa com as questões estruturais do país, prioridade de investimentos, verdadeiras reformas políticas, administrativas, fiscais que consolidem a trajetória que o Brasil segue rumo à consolidação da democracia de fato no Brasil, com soberania popular, com participação.

Os organizadores do Fórum tem a compreensão que manter a linha de avanços populares, com investimento nas áreas sociais e em consonância uníssona explanam que mesmo com certa morosidade na resolução de problemas sociais em função da disputa interna do governo, ainda assim é fundamental que os movimentos sociais, partidos progressistas, centrais sindicais e seus sindicatos tenham a compreensão que somente que pode garantir a continuidade desses avanços que tivemos nos últimos tempos só prosseguirá com a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, pois somente esse leque de forças tem condições de expressar as claras necessidades das classes sociais menos favorecidas.

Por fim como orientação da Plenária dos movimentos sociais esta a orientação da participação no ato unificado das centrais sindicais e do movimento social que esta sendo chamada para o dia primeiro de Abril, dia em que se completam os cinquenta anos do golpe civil militar no Brasil que colocou nosso país nas trevas de uma violenta ditadura, onde muitos desapareceram, foram mortos e torturados, por não concordarem com a falta de democracia no país. Para dar um recado às elites dominantes que continuaremos nas ruas para garantir através da pressão popular que o governo continue na toada do desenvolvimento social com distribuição de renda, geração de emprego, valorização do salário mínimo, criação de oportunidades, para jovens acessarem as universidades, através de programas sociais, com programas de equidade de gênero, com politicas de estado para acesso da juventude. Essa mobilização social chamada para Abril é fundamental para colocar nosso bloco operário e camponês na rua em defesa de um projeto de desenvolvimento que os governos populares representam para a sociedade brasileira.

Também para países desenvolvimento que participam do bloco político capitaneado pelo governo brasileiro é fundamental a continuidade do governo Dilma, pois sobre a liderança exercida pelo Brasil, esses países constituíram um novo grupo político de influência no mundo, com desenvolvimento de negociações bilaterais, com acordos comerciais e econômicos que mudaram a lógica excludente do capital, pois formaram novos mercados, desenvolveram relações políticas externas que influenciaram na dinâmica que há décadas era ditada pela lógica da exploração dos países pobres pelos países ricos. Essa influência Internacional que o país tem influenciou também mudanças em toda a América Latina e em outros continentes.

Em função disso não podemos permitir retrocessos no campo da política, mas temos que compreender que é preciso melhorar a correlação de forças na câmara e no Senado, elegendo mais senadores, deputados federais estaduais, somente assim, poderemos diminuir a força da influência política dos grandes banqueiros, latifundiários e empresários, que exigem a moeda de troca para pagar suas polpudas doações de campanha, que ainda engessam o sistema político, o torna moroso quando o assunto são políticas públicas, pois exigem a contrapartida as suas doações e investimentos.

A programação do Fórum Social Mundial que chegou ao fim com a plenária dos movimentos sociais, como descrevemos acima. Mas os cinco dias do fórum foram antecedidos pelo Fórum Mundial de Educação que aconteceu na cidade da região metropolitana de Porto Alegre na cidade de Canoas, um bom número de pessoas ligadas à questão de educação.

O Fórum Social Mundial Temático, Crise Capitalista, Democracia, Justiça Social e Ambiental, foi norteado por três eixos temáticos o sendo o primeiro eixo: “Crise Capitalista, não vamos pagar esta conta”, o segundo eixo “Contra o Capital, Democracia Real” e o terceiro eixo “Queremos cidades justas e sustentáveis” e fora esses eixos principais programação foi recheados por uma extensa agenda de atividades de Cultura, discussão da construção de oficinas de comunicação, de debates políticos como o debate promovido pelas fundações Perseu Abramo, do partido dos trabalhadores e a fundação Mauricio Grabóis do Partido Comunista do Brasil, e seu presidente nacional, Renato Rabelo e o economista e presidente da fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, e também das iniciativas como as discussões das Centrais sindicais e a discussão do Trabalho Decente e as perspectivas do sindicalismo no século XXI, também as discussões sobre o combate das práticas anti-sindicais. O espaço de destaque foi o Fórum Mundial de mídia livre, que teve dois dias de intensos debates e oficinas de mídia livre.

Também foi parte da programação histórica e já tradicional marcha dos participantes do fórum, que reuniu esse ano mais de 8 mil pessoas, entre os movimentos sociais, entidades sindicais e os demais entidades e caminhou do Mercado municipal até a Usina do Gasômetro.

Estivemos presente no Fórum com uma delegação do sindicato dos bancários de Curitiba e de Central Única dos Trabalhadores do Paraná, composta por três pessoas, que por mais uma vez garantiram a participação histórica do sindicato e da Central nesse importante evento que reúne os movimentos sociais de diversos países e de todos os estados Brasileiros, para lutar pela emancipação dos trabalhadores, das mulheres e jovens na construção de um outro mundo possível, com autodeterminação dos Povos, Contra as Guerras capitalistas e pela organização dos trabalhadores de todo mundo. Vida longa ao Fórum Social Mundial, como alternativa de construção de outro mundo possível.

Marcio Kieller

Vice-presidente da CUT/PR e mestre em Sociologia Política pela UFPR

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Sobre Rodini Netto

Jornalista de profissão, editor dos Blogs Meandros da Política (Brasil), Versão Brasileira (Europa). Diretor do Jornal Diário de Piraquara Consultor de Comunicação Digital
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