O Brasil, o terrorismo e a guerrilha do crime organizado

Rodini Netto

A menina Ana Clara de Souza, de 6 anos, não foi vítima de violência e crime tão somente. Morta em atentado a um ônibus em São Luís do Maranhão, foi vítima da guerra civil em que o Brasil se encontra (e que o Estado parece já ter perdido).

Incêndios a ônibus, ocupações de favelas, atentados a delegacias de polícia e postos da polícia militar, criação de “zonas de conflito” onde as forças de segurança pública mal conseguem se locomover para prestar atendimento, nada mais são do que indícios claros de que o país perdeu a guerra contra um aparato de guerrilha muito bem estabelecido e comandado, por vezes, de dentro dos presídios.

Não há como tratar estes indivíduos como simples criminosos só porque não lutam oficialmente contra o Estado. São membros de uma “guerrilha ainda não organizada”, comandada pelo “crime organizado” e que, se não passar a ser vista como tal, trará mais vítimas fatais e uma ampliação de sua atuação.

São terroristas sim… comandam e atuam em uma guerra civil contra o Estado e tudo o que ele representa. Estado esse que não a “oficializa” por medo de passar a imagem, para o mundo, do descontrole na segurança pública nacional (e precisa?).

Quando se vê Estados em que faltam gasolina para viaturas, manutenção básica de veículos, polícias com coletes a prova de balas vencidos, nenhuma preocupação em melhorar o aparato e o armamento das forças de segurança pública, o que se deve pensar?

As forças policiais tem sido entregues à sua própria sorte há muito tempo… e os guerrilheiros do crime organizado vem, a cada dia, aumentando seu poder de fogo e área de atuação contra uma sociedade que vai ficando mais acuada por falta de uma reação adequada por parte do Estado.

Se não se tratar a guerrilha do crime organizado como ela realmente o é, logo estaremos vivenciando uma guerra civil sem controle e que demandará uma ação militar de grande envergadura, de forças armadas que estão desestruturadas, com poder de fogo diminuído, com pessoal despreparado para as ruas… porque esperar?

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Sobre Rodini Netto

Jornalista de profissão, editor dos Blogs Meandros da Política (Brasil), Versão Brasileira (Europa). Diretor do Jornal Diário de Piraquara Consultor de Comunicação Digital
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Uma resposta para O Brasil, o terrorismo e a guerrilha do crime organizado

  1. Mário Gomes disse:

    Deem-me um “drone” mesmo sem instruções que resolvo a situação
    !

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