Coluna do Maurício Requião: “No Paraná, só as agências de propaganda têm motivos de sobra para comemorar ”

Via Blog do Esmael

Maurício Requião, em sua última coluna de 2013, analisa a ausência de políticas públicas no país e no estado; ele lamenta o processo de desindustrialização e de engordamento de banqueiros no Brasil; também desanca o privilégio às agências de publicidade, único setor que prosperou no governo Beto Richa (PSDB), que teve pagamento em dia; colunista critica a interrupção do programa de leite das crianças (mais uma vez) por falta de pagamento aos produtores, bem como à paralisação de obras devido ao calote e falta de combustível nas viaturas da PM; exímio conhecedor de boas práticas de políticas públicas, Maurício Requião, ao final, conclama o povo a sair às ruas em 2014 – “um ano de mudanças”; “Não importa que o gigante dormiu, importa que ele acorde, não precisa nem tomar as ruas, basta que o gigante tome as urnas”, brada; leia o texto.

Maurício Requião, em sua última coluna de 2013, analisa a ausência de políticas públicas no país e no estado; ele lamenta o processo de desindustrialização e de engordamento de banqueiros no Brasil; também desanca o privilégio às agências de publicidade, único setor que prosperou no governo Beto Richa (PSDB), que teve pagamento em dia; colunista critica a interrupção do programa de leite das crianças (mais uma vez) por falta de pagamento aos produtores, bem como à paralisação de obras devido ao calote e falta de combustível nas viaturas da PM; exímio conhecedor de boas práticas de políticas públicas, Maurício Requião, ao final, conclama o povo a sair às ruas em 2014 – “um ano de mudanças”; “Não importa que o gigante dormiu, importa que ele acorde, não precisa nem tomar as ruas, basta que o gigante tome as urnas”, brada; leia o texto.

por Maurício Requião*

O ano de 2013 chega ao fim, passou o Natal e o que nos resta é uma festa de Réveillon. Sim, o ano acabou e nós não temos muito o que comemorar. O ano prometia, o “gigante” havia acordado. As coisas iriam mudar (!), o povo brasileiro não mais aceitaria de bom grado os desmandos e o caos de uma administração desnorteada e afastada das políticas públicas. O gigante… ah, o gigante!, pegou seus vinte cêntimos de Real e entrou em coma profundo.

O governo federal cada dia mais se afasta das propostas de fazer um Brasil melhor, um país melhor para os brasileiros. O Brasil melhorou muito, já disse e já reconheci inclusive neste espaço, mas ficamos muito aquém do que deveríamos e principalmente do que poderíamos.

O PT trouxe o Lula para a propaganda partidária, celebrou o Bolsa Família, trouxe os números do Bolsa Família, garantiu a continuidade do Bolsa Família e jurou que os outros partidos não gostam do Bolsa Família… (será que esta será a defesa repetitiva e monotemática do PT para 2014 também?).

O governo federal adora números que ajudam a impressionar banqueiros e atrair novos “investimentos”, tudo para garantir um superávit primário que fique bem no Jornal Nacional, que possa dissimular um crescimento inflacionário que todo brasileiro sente na pele, mas não vê nos dados dos institutos de pesquisas.

Onde estão as políticas públicas buscando a industrialização do país? Onde estão as políticas de incentivos fiscais para as micro, pequenas e médias empresas? Obras de infraestrutura? Onde está o plano para um Brasil forte e industrializado de amanhã? Um Brasil para brasileiros e não um Brasil para a reeleição?

No Paraná os motivos para as comemorações se restringem às agências de publicidade, pois foi o único setor que prosperou no atual governo. Recordes de investimento em publicidade da mais alta qualidade e, com certeza, a única conta paga em dia pelo atual governo.

O governo do Paraná deixou de pagar fornecedores e a polícia ficou sem gasolina. A Secretaria de Segurança Pública teve seus telefones cortados tamanha a desorganização do atual governo. O programa Leite das Crianças foi interrompido mais de uma vez por falta de pagamento. As obras do governo paralisadas também por falta de pagamento. O secretario da Fazenda foi defenestrado do cargo e permanece em silêncio obsequioso sobre o caos financeiro do Estado.

Muito assusta o ano que vem! No ano vindouro de 2014 estaremos em ano eleitoral, os investimentos dificilmente serão direcionados às políticas públicas, serão novamente aplicados na indústria, na indústria da fantasia, milhões e milhões por todo o Brasil desperdiçados nas mais elaboradas peças publicitárias. Teremos Copa do Mundo no país e todo ato na rua em prol de um Brasil melhor será taxado de terrorismo eleitoral, divulgado na mídia como antipatriótico.

Não importa o que vem na mídia, não importa o que tentaram nos fazer engolir, não importa a falta de políticas sociais e públicas, nada disso importa, porque 2014, por ser eleitoral, é um ano que aspira e inspira uma chance de mudanças. Não importa que o gigante dormiu, importa que ele acorde, não precisa nem tomar as ruas, basta que o gigante tome as urnas, e, portanto, desejo à vocês um feliz 2014!!!!

*Maurício Requião é advogado, especialista em políticas públicas, escreve às quintas no Blog do Esmael.

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Sobre Rodini Netto

Jornalista de profissão, editor dos Blogs Meandros da Política (Brasil), Versão Brasileira (Europa). Diretor do Jornal Diário de Piraquara Consultor de Comunicação Digital
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