Em liberdade, Michelotto diz que foram 20 anos de carreira jogados no lixo

De Luiz Henrique de Oliveira e Antônio Nascimento, Banda B:

“Se o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ) tiver alguma prova concreta contra minha pessoa eu quero ser algemado e colocado atrás das grades sem nenhuma regalia”. A declaração do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinícius Michelotto, aconteceu nesta segunda-feira (16) ao vivo no Programa Luiz Carlos Martins, daRádio Banda B. O policial civil está revoltado por ter ficado quatro dias detido após um pedido de prisão temporária por parte do órgão filiado ao Ministério Público do Paraná, sob a suspeita de envolvimento com jogos de azar.

Para Michelloto, o Gaeco se pautou em informações de policiais marginalizados que realizaram uma operação fora dos padrões na Mansão do Parolin. “A intenção dos promotores é atacar o Governo do Estado e, para isso, usaram o meu nome. Esses policiais que fizeram a operação simplesmente torturaram e roubaram quem estava no local. O crime de contravenção tem que ser combatido, mas não com tortura e roubos de equipamentos”, afirmou.

Segundo o ex-delegado-geral, essa ação também teve a motivação de colocar no lixo os 20 anos de sua carreira como policial. “Com exceção de um grupo que é pautado pelo Gaeco, os demais veículos com certeza não engoliram essa história e tem procurado saber a verdade”, disse o delegado, destacando que uma primeira investigação feita por um delegado ligado ao órgão havia o inocentado. “Motivados por questões políticas os promotores afastaram quem investigava e realizaram um pedido de prisão tomando base apenas relatórios de policiais militares e depoimentos de policiais marginalizados”, garantiu.

Por fim, o ex-delegado-geral desafiou o promotor Leonir Batistti, chefe do Gaeco. “Quando fui preso eu olhei no olho dele e disse que queria fazer um acordo. Se ele encontrar um fato concreto contra minha pessoa aceito ser preso, algemado e colocado em um presídio sem qualquer regalia. Caso contrário quero que o Gaeco venha a público esclarecer e limpar meu nome. Já estou com os melhores advogados e vou atrás dos meus direitos, prometendo que o ressarcimento doarei para quem precisa”, concluiu Michelotto.

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Sobre Rodini Netto

Jornalista de profissão, editor dos Blogs Meandros da Política (Brasil), Versão Brasileira (Europa). Diretor do Jornal Diário de Piraquara Consultor de Comunicação Digital
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