Pedágio pode ser um grande caixão eleitoral, diz Rasca

O deputado estadual Rasca Rodrigues (PV) aproveitou o debate sobre os pedágios no Paraná e o novo aumento nas tarifas, que começam a valer a partir de 1º de dezembro, para alertar sobre os efeitos que o tema poderá ter nas eleições do ano que vem. “Já foi dito aqui nesta Casa que o pedágio foi motivo de vitória em eleições passadas, mas nesta eleição ele poderá ser um grande caixão eleitoral. Não é possível que não se resolva esta questão. Não existe motivo para que o pedágio do Paraná seja o mais caro do Brasil”, disse Rasca ao discursar no plenário da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (27), em Curitiba.

O deputado disse que não é contra os pedágios. “Sou a favor dos pedágios. Mas o cidadão do Paraná não compreende porque não se consegue colocar os valores dos pedágios nos mesmos preços que são praticados hoje em outras praças país afora”, disse. “Por que estão com estes preços? E hoje há como comparar com o que é cobrado em outros lugares. As novas praças estão com deságios, com outros preços. E aqui fica na mesma, pior aqui tem aumento”, alertou.

REEQUILÍBRIO – Rasca defendeu que os valores das tarifas de pedágio sejam revistos. “Não é possível que um contrato como este não possa ser revisto. Que não seja possível fazer um reequilíbrio econômico financeiro para adequar as contas como se faz em qualquer outro contrato”, alertou. “Não é possível que um caminhoneiro deixe R$ 30 mil por ano em pedágios”.

O deputado disse que os números revelados pela CPI do pedágio são estarrecedores. “E são absolutamente verdadeiros. Não podemos aceitar passivamente esta situação. Por isso é necessário que esta CPI do Pedágio dê resultados. E que isso implique na redução das tarifas”, disse Rasca. “Não aos lucros escorchantes das concessionárias.”

CAIXÃO – “Temos que colocar os valores do pedágio do Paraná de acordo com a realidade do Brasil. Se não fizermos isso estaremos segurando uma grande alça de um grande caixão eleitoral”, disse Rasca. Ele comentou que alguns creditaram a vitória do ex-governador Jaime Lerner em 1998 por causa da redução de 50% no valor do pedágio. E que quatro anos depois a vitória do senador Roberto Requião deveu-se à promessa de que ele iria baixar o valor do pedágio.

“Não sei se naquela época o pedágio teve este efeito eleitoral. Não sei se isso ganhou a eleição. Mas nesta de agora, nesta fase, nestes valores, neste momento econômico que o Paraná passa, com a possibilidade de ter hoje a comunicação instantânea, o pedágio pode ser um grande caixão”, ressaltou Rasca.

Rasca também aproveitou para lembrar que além da questão dos valores dos pedágios é preciso se discutir e solucionar os problemas de infraestrutura e logística que afetam as rodovias do Paraná, principalmente no acesso ao litoral. “O que vimos no último feriado é inadmissível. Congestionamentos e demora de até 8, 9, 10 horas para se chegar às praias.” Ele disse que os índices de volume de automóveis são de primeiro mundo, mas as estradas de terceiro mundo.

Segundo ele, o governo do estado tem que agilizar alternativas para melhorar a infraestrutura das rodovias e pensar na logística para administrar o fluxo de veículos nas estradas. “Não podemos ter estes gargalos. Temos rodovias com duas pistas que desembocam em outras de pista simples. Não há espaço para tantos carros. Não tem como colocar um sobre o outro. Tem que ter uma alternativa de infraestrutura e logística”, disse. “E o problema vai se repetir nos próximos feriados e nas festas de final de ano”.

Assessoria de Imprensa:

41 3350-4056

Carlos Kaspchak

Foto: Sandro Nascimento

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Sobre Rodini Netto

Jornalista de profissão, editor dos Blogs Meandros da Política (Brasil), Versão Brasileira (Europa). Diretor do Jornal Diário de Piraquara Consultor de Comunicação Digital
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