Líderes estudantis são eleitos para parlamento o parlamento chileno

Urnas confirmam Camila Vallejo entre a nova leva de deputados

A eleição deste domingo (17/11) no Chile levou a disputa presidencial para o segundo turno. Michelle Bachaelet e Evelyn Matthei se enfrentam novamente no dia 15 de dezembro. Mas o foco da atenção se voltou rapidamente para a contagem de votos que definiu a renovação do Parlamento.

Os chilenos também elegeram 120 deputados, 20 senadores e o desempenho apresentado pelos candidatos saídos do movimento estudantil teve um grande destaque. A ex-presidente da Federação de Estudantes do Chile (Fech), Camila Vallejo, ficou conhecida mundialmente ao liderar manifestações no país em 2011 defendendo uma educação gratuita e de qualidade. Ela, e os companheiros do ME, Karol Cariola, ex-líder da Federação de Estudantes da Universidade de Concepción; Giorgio Jackson, presidente da Federação de Estudantes da Universidade Católica; e Gabriel Boric, ex-presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile, fazem parte da nova leva de deputados que assume o poder no ano que vem.

O Secretário Executivo da Organização Continental Latino-americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE) e membro da Comissão de Relações Internacionais da UNE, Mateus Fiorentini, acredita que este resultado nas urnas chilenas incentivam a juventude a ocupar todos os espaços possíveis para construção de uma nova sociedade. “Com um pé no parlamento e outro nas ruas lutando pelas transformações que necessitamos”, destacou.

Para Fiorentini as mobilizações iniciadas em 2011 posicionaram a juventude como protagonista na política chilena. “A eleição desses companheiros representam um sinal de que o povo chileno tem desejo de renovação da política. Renovação do ponto de vista da eleição de pessoas jovens, mas também de ideias novas. Aquelas ideias que defendem a educação pública, a justiça social, o desenvolvimento, a soberania e a União Latino Americana. Foi uma vitória de toda a juventude da América latina”, ressaltou.

O fenômeno Camila Vallejo

Pertencente ao Partido Comunista, aos 25 anos, Camila levou 43,7% dos votos no populoso distrito de La Florida. “Quero agradecer a todos por tornarem possível este triunfo, que não foi só resultado do esforço e da luta de uma mulher, foi resultado da luta e trabalho de muitos companheiros que acreditaram que podemos mudar o Chile”, disse ela após a vitória.

A estudante foi símbolo do movimento popular mais importante do Chile desde a redemocratização do país na década de 90: os protestos estudantis de 2011. Neste ano foi eleita personalidade do ano pelos leitores do jornal The Guardian e o jornal New York Times a citou muitas vezes. Essa fama internacional fortaleceu o movimento estudantil, e o alcance político dos protestos dos jovens chilenos.

No auge do movimento no Chile, em agosto de 2011 ela esteve junto com UNE na Marcha dos Estudantes em Brasília. A marcha reuniu mais de 12 mil estudantes na capital federal que reivindicaram 10% do PIB para a educação e assistência estudantil.

Com informações do Ópera Mundi e Portal Vermelho

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Sobre Rodini Netto

Jornalista de profissão, editor dos Blogs Meandros da Política (Brasil), Versão Brasileira (Europa). Diretor do Jornal Diário de Piraquara Consultor de Comunicação Digital
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