Polícia para quem precisa? Polícia contra baderneiros já! Prisão e julgamento contra todos os que promovem anarquia…

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Entre meus 18 a 26 anos, sempre estive totalmente envolvido com a luta do movimento estudantil. Nesse período, fui secretário de imprensa (de fato) da Upes, diretor da Ules (reconstrução), Coordenador Estadual de Movimento estudantil da UJS-Pr (União da Juventude Socialista), Coordenador de Fração do Movimento Secundarista do PCdoB, assim como, representante da comunidade estudantil na UEL, orador do Centro Acadêmico de História (UEL), presidente do Centro Acadêmico de Computação Gráfica (UNOPAR), Diretor de Marketing da UPE, Coordenador Estadual de Movimento Universitário da UJS-Pr, Secretário de Imprensa da UPE e coordenador da Fração de Movimento Universitário do PCdoB.

Organizamos e ajudamos a organizar e realizar inúmeros eventos, pré-congressos, congressos, passeatas, manifestações, apoio a manifestações…

Na maioria das vezes em que houve alguma situação de confronto com a polícia, à época, o início das agressões acontecia por parte da polícia, que vinha de um período pós-ditadura, com toda a linha de ação mais truculenta ainda enraizada em seu comando e em suas ações. Foi assim no Paraná, com professores e estudantes, em 1988, em 1989… foi assim em Brasília, em 1994, quando fomos discutir a educação de qualidade em Brasília, no Ministério da Educação, como representante do movimento universitário do Paraná… Foi assim em vários congressos da Ubes, da UNE e em tantas outras manifestações estudantis…

A diferença maior entre todas estas situações, com os acontecimentos recentes, é que havia um comando definido de manifestantes que, inclusive, tinha equipe de “segurança” (digamos assim), para controlar os mais exaltados e evitar os confrontos. Havia uma linha tênue entre a manifestação pacífica (e o controle para mantê-la assim, sempre que possível), e a “barbárie” (que poderia acontecer sob a influência de infiltrados no movimento). Sempre houve um comando, uma equipe de negociação, um grupo para tentar isolar os infiltrados e baderneiros, para que pudessemos realizar os eventos (sob o nome que tivessem), com segurança e tranquilidade. Repito, sempre que possível, pois, como já disse, nessa época a maioria dos confrontos partia da polícia.

O que vemos agora são manifestações “sem partido” (não acredito em papai noel), onde grupos (os mesmos de sempre) inftiltram-se (pseudo-anarquistas, skin-reds, ultradireitistas, ultraesquerdistas, entre outros), e promovem a baderna porque acreditam que o caos irá levar à revolução ou a uma “sociedade anárquica” (a utópica), ou mesmo, como alguns bem querem, a uma baderna total e generalizada que leve à revolução armada e conquista do poder pela força “popular”…

A insatisfação popular é uma bandeira? Sim! Os problemas sociais são uma bandeira? Sim! Melhores condições de renda são uma bandeira? Sim! A queda de um poder político institucional, legitimamente conduzido pelo voto, às urnas, é uma bandeira? Para alguns é! Mas o que é justo?

O “caos” que se tenta produzir nas cidades onde há manifestações pacíficas, que saem do controle, e tornam-se violentas, já foi predito, por vezes, em reuniões que participei nos anos de 1989/90… era o que se esperava, como cenário, pela falta de condições políticas de uma vitória (que se pensava), do PT, com Lula, à presidência. Lula não venceu. Collor assumiu… e as consequências do governo Collor, muitos sofrem até hoje em seus bolsos.

Há um grupo, nesta nação, que aguarda, ansiosamente, a “badernalização”, criando condições concretas que possam levar a um golpe de estado, e a uma “revolução socialista”… estes grupos, por mais que sejam antagônicos, estão trabalhando em conjunto nestas manifestações, promovendo e incitando o quebra-quebra, os confrontos, as invasões em símbolos do poder instituído, como no caso das sedes de governos, municípios, diplomacia, entre outros… e para eles, o “quanto pior melhor” é uma frase motivacional para continuarem a “promoção” de seus ideais… Quem são estes grupos? Ultradireitas e ultraesquerdidas, “unidos”, com vistas a “derrubar” o governo e alcançaram a tão sonhada “revolução” que os conduza aos seus objetivos: os ultradireitistas querem a volta da Ditadura Militar ou algo que o valha… os ultraesquerdistas, almejam a “tão sonhada” “revolução armada”, com vistas ao “socialismo”…

Um dia concordei que as forças policiais não deveriam ser utilizadas contra manifestantes… concordo, ainda, que não devam ser utilizadas contra MANIFESTANTES PACÍFICOS… mas contra baderneiros, contra pessoas que promovem a destruição de tudo aquilo que vêem pela frente, contra “anarco-revolucionários” que querem, tão somente, promover a violência… contra estes, e todos os que os seguem, a instituição POLÍCIA, a instituição EXÉRCITO (e demais forças armadas), deve, repito, DEVE, ser utilizada para REPRIMIR, PRENDER, COLOCAR NA CADEIA, e a instituição JUSTIÇA, deve julgar cada um deles pelos seus atos.

O que não pode acontecer é o abuso contra manifestantes pacíficos… Vivemos em um Estado Democrático de Direito, e as manifestações pacíficas, devem ser asseguradas, pois são direito dos cidadãos e das instituições civis que os representam…

Mas o BADERNISMO não pode sobrepujar e, muito menos, vencer… Polícia para quem precisa? A população aguarda que a Polícia aja, com rigor, contra aqueles que desrespeitam o Estado Democrático de Direito.

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Sobre Rodini Netto

Jornalista de profissão, editor dos Blogs Meandros da Política (Brasil), Versão Brasileira (Europa). Diretor do Jornal Diário de Piraquara Consultor de Comunicação Digital
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